Mostrando postagens com marcador zoologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador zoologia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mata Atlantica

  • Mata Atlântica: O bioma ameaçado
Anteriormente, a mata Atlântica cobria um imenso teritório, com aproximadamente 1,3 milhão de Km², percorrendo o litoral brasileiro desde o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Tratava-se da segunda maior floresta tropical úmida do Brasil, só comparável à Floresta Amazônica.
Atualmente, da segunda maior floresta brasileira restam apenas uma área com aproximadamente cerca de 52.000 Km² (5 % de sua extensão original). Hoje a maioria da área litorânea que era coberta pela mata Atlântica é ocupada por grandes cidades, pastos e agricultura. Porém, ainda restam "manchas" da floresta na Serra do Mar e na Serra da Mantiqueira, no sudeste brasileiro.
Esse tipo de formação florestal recebe várias denominações como: floresta latifoliada tropical úmida de encosta, mata pluvial tropical e mata atlântica (denominação mais geral).
A mata Atlântica compreende a região costeira do Brasil, apresentando ao norte clima equatorial e ao sul clima temperado, com temperaturas elevadas durante o ano todo. Tem como característica um alto índice de pluviosidade, devido à barreira que a serra constitui para os ventos que sopram do mar. Seu solo é pobre e a topografia é bastante acidentada. Em seu interior predomina uma luminosidade bastante reduzida, decorrente da densidade da vegetação. As árvores são predominantemente altas (20 a 30 metros de altura) e são em sua maioria perenifólias (as folhas não caem durante o inverno). Devido a densidade da vegetação arbórea, o sub-bosque é escuro, mal ventilado e úmido. Próximo ao solo existe pouca vegetação, em decorrência da escassa quantidade de luz que consegue penetrar em seu interior.
Os solos da mata Atlântica se apresentam pobres em minerais e sua natureza é granítica ou gnáissica. A maior parte dos minerais está contida nas plantas ao invés de estar no solo. Como há muita serrapilheira que origina abundante húmus, existem microorganimos de vários grupos os quais decompõem a matéria orgânica que se incorpora ao solo. Esses minerais uma vez liberados pela decomposição de folhas e outros detritos, são prontamente reabsorvidos pelo grande número de raízes existentes, retornando ao solo quando as plantas ou suas partes (ramos, folhas, flores, frutos e sementes) caem. Fecha-se, assim, o ciclo planta-solo, que explica a manutenção de florestas exuberantes em solos nem sempre férteis.
No entanto, o desmatamento leva a um rápido empobrecimento dos solos, já que as águas da chuva carregam os minerais para o lençol subterrâneo (lixiviação). Por esse motivo os solos da mata Atlântica não são favoráveis à agricultura, a menos que sejam enriquecidos anteriormente.
Estima-se que na mata Atlântica existam 10 mil espécies de plantas que contêm uma infinidade de espécies de cores, formas e odores diferentes. Nela encontra-se jabuticabas, cambuás, ingás, guabirobas, jatobás e bacuparis. Plantas como orquídeas, bromélias, samambaias, palmeiras, pau-brasil, jacarandá-da-bahia, cabreúva, ipês, palmito, entre muitas outras, assemelhando-se fisionomicamente e em composição florística à floresta Amazônica, pois são igualmente densas, com árvores altas em setores mais baixos do relevo, apesar de as árvores amazônicas apresentarem em média um maior desenvolvimento. Os troncos são recobertos por uma grande diversidade de epífitas que é um aspecto típico dessas florestas. A existência de grupos semelhantes de espécies entre a Amazônia e a mata Atlântica sugere que essas florestas se comunicaram em alguma fase da história.
Um dos maiores motivos para preservar o que restou da mata Atlântica é a rica biodiversidade, ou seja, a grande variedade de animais e plantas. Calcula-se que nela existam dez mil espécies de plantas, sendo 76 palmeiras; 131 espécies de mamíferos, entre estes 21 espécies de primatas, 23 de marsupiais 57 de roedores; 214 espécies de aves, entre estas destaca-se a araponga, conhecida como “a voz da mata Atlântica” e gravemente ameaçada de extinção; 183 de anfíbios e 143 de répteis. Dentre estes animais estão vários morcegos destacando-se uma espécie branca. Dos símios destacam-se o muriqui, que é a maior e mais corpulenta forma de macaco tropical, e o sauí-preto que é o mais raro dos símios brasileiros. Habitam também a mata diferentes sagüis, os sauás, os macacos-prego e o guariba que está se extinguindo. Dos canídios, o cachorro-do-mato é um dos predadores mais comuns, juntamente com o guaxinim, o coati, o jupurá, os furões, a irara, o cangambá, e felinos, como gatos-do-mato que se alimentam de animais como o tapiti, diferentes ratos-do-mato, caxinguelês, cotias, outiço-cacheiro, o raro ouriço-preto, etc.
Ocorrem também na mata tamanduás-mirins, preguiças, e tatus, com destaque a preguiça-de-coleira que hoje em dia está tão escassa e já ameaçada de desaparecimento.
O mico-leão-dourado é uma das espécies mais ameaçadas do mundo. Ele só é encontrado em uma pequena área de mata Atlântica que corresponde ao estado do Rio de Janeiro.
Devido a grande devastação dessa mata quase 200 espécies estão ameaçadas de extinção, fora aquelas que já se extinguiram. Estima-se que metade das espécies vivas hoje poderão estar extintas até o final do século caso não sejam tomadas medidas para controlar o desmatamento e as queimadas, que são as principais formas de destruição deste importantíssimo bioma brasileiro.


A mata Atlântica é considerada atualmente um dos mais importantes conjuntos de ecossistemas do planeta, e um dos mais ameaçados. As pouquíssimas ilhas de floresta que restam não podem desaparecer.
A destruição do solo e a retirada da floresta rompe com o sistema natural de ciclagem de nutrientes. A remoção da cobertura vegetal fará com que a superfície do solo seja mais aquecida. Esse aquecimento aumentará as oxidações da matéria orgânica que se transformará rapidamente em materiais inorgânicos, solúveis ou facilmente solubilizados. O solos deixam também de ser protegidos da erosão pelas chuvas.
No que refere-se às mudanças climáticas, as florestas são responsáveis por 56 % da umidade local. Sua destruição elimina essa fonte injetora de vapor de água na atmosfera, responsável pelas condições climáticas regionais ao mesmo tempo que diminui o poder de captura do CO² atmosférico. Além disso, as monoculturas implantadas em área de mata são mais sensíveis a pragas e doenças. O ecossistema sob estresse tem tolerância menor ao ataque de parasitas e conseqüentemente têm sido introduzidos nessas áreas grande quantidade de inseticidas e agrotóxicos para combater as pragas, o que contamina os ecossistemas aquáticos pondo fim a um enorme contigente de espécies.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Nossos parentes

  • Primatas em perigo!


Os primatas (ordem que inclui o homem) é caracterizada por animais com olhos frontais e braços, pernas e dedos altamente flexíveis. Essa estrutura corporal se desenvolveu como uma adaptação para a vida nas árvores: os primatas têm membros flexíveis e mãos fortes para que consigam se mover de um galho para o outro. Os olhos frontais também são uma adaptação para a vida nesse ambiente: eles proporcionam uma excelente percepção de profundidade aos primatas, permitindo que calculem com precisão a distância entre as árvores.

Existem 235 espécies de primatas e todas apresentam características especiais que os diferem dos outros mamíferos, entre as principais delas estão: Mais confiança na visão do que no cheiro; visão binocular; membros do corpo e mãos adaptados para pendurar-se, saltar e balançar nos ramos; habilidade para manipular objetos pequenos usando dedos com unhas em lugar de garras; cérebros grandes em relação ao tamanho corporal e uma vida social complexa.

As 235 espécies de primatas modernos estão divididas em duas subordens: prossímios e antropóides. Os prossímios são classificados em 6 famílias: Lemuridae, Indriidae, Megaladapidae, Lorisidae, Tarsiidae e Daubentoniidae; ao todo aproximadamente 60 espécies, caracterizadas como sendo o grupo mais primitivo entre os primatas. Eles apresentam menos inteligência e se parecem mais com outros grupos de mamíferos (geralmente têm bigodes e focinhos alongados). Os prossímios se separaram da linha evolutiva dos humanos relativamente cedo. Os Prossímios dominaram as florestas ao norte da América, Ásia e Europa durante o período Eoceno. Seu reinado inabalável terminou aproximadamente há 30 milhões de anos e eles só são encontrados no “Velho Mundo”. Esses primatas primitivos são de tamanho pequeno e médio e possuem pelos longos, focinho pontudo, olfato e audição bem desenvolvidos. Muitos prossímios possuem quatro mamilos pequenos e produzem grandes ninhadas e não apenas um filhote, como é o caso dos primatas superiores. Eles são totalmente noturnos, exceto os lêmures malgaxe. Os lêmures evoluíram na ilha de Madagascar, longe dos outros primatas. Já os lorisídeos, tiveram que competir com outros primatas maiores e mais inteligentes da Ásia e África, por isso eles se alimentam à noite, durante o periodo de inatividade dos outros primatas de hábitos diurnos.
Os antropóides, geralmente chamados de "primatas superiores" (higher primates), compreendem o restante das espécies da ordem, variando muito em relação ao tamanho, extensão geográfica e comportamento, mas todos possuem faces achatadas, ouvidos pequenos e cérebros relativamente grandes e complexos.
Dentro da subordem dos antropóides, os primatas são agrupados em macacos, símios e humanos. Os macacos podem ser facilmente identificados, pois são os únicos antropóides que possuem rabo. Os macacos são muito mais parecidos com outros mamíferos do que os símios ou humanos, um exemplo disso é sua estrutura óssea, bastante semelhante à de gatos, cães ou outros animais de quatro patas, diferindo bastante da estrutura óssea dos demais. Na linha evolutiva dos humanos, os macacos se separaram muito antes dos símios.
Os macacos do “Novo Mundo” (sagüis, tamarins, macacos-prego, macacos-de-cheiro, macacos-da-noite, monos-carvoeiro, etc) tendem a ser pequenos, residem exclusivamente nas árvores e são encontrados somente na América Central e América do Sul. Os macacos do “Velho Mundo” (macacas, babuínos, lângures, etc) podem ser subdivididos em Cercopitecóideos (macacos com bolsas nas bochechas), que são, em sua maioria africanos e Colobines (macacos comedores de folhas), que são principalmente os asiáticos. Ambas estas famílias, junto com os símios e os humanos, são conhecidas como catarrinos pois têm o septo nasal estreito e as narinas voltadas para baixo.

Os símios, grupo que inclui gorilas, chimpanzés, orangotangos e gibões, são muito parecidos com o homem, pois apresentam uma mesma estrutura corporal básica e um grande nível de inteligência. Temos como exemplo disso a semelhança entre os chimpanzés e humanos, que compartilham de 98% de seus materiais genéticos. Em contraponto, uma diferença que se estabeleceu entre esses dois grupos durante a caminhada evolutiva é que os símios utilizam-se dos quatro membros para caminhar enquanto os humanos caminham eretos, ou seja, apoiam-se nos membros posteriores, sendo assim considerados bípedes.
Dois, dos quatro tipos de símios - o orangotango e o gibão - vivem na Ásia. Os outros dois - o chimpanzé e o gorila - vivem na África.
Todas as 235 espécies de primatas estão listadas na Convenção sobre o comércio Internacional das espécies da fauna e da flora selvagem ameaçadas de extinção, com exceção dos humanos. Um terço de todos os nossos parentes primatas está em perigo de extinção; conseqüência das ações de outro da mesma espécie.
Provavelmente, o antigo instinto do homem era matar os outros primatas para comer a carne. Nas florestas tropicais brasileiras, os primatas como os monos-carvoeiro são assassinados e utilizados como alimento. Na África, os macacos e símios são mortos e vendidos em mercados.
Perseguidos no passado por atiradores que procuravam troféus de caça, os primatas são mortos hoje para satisfazer a demanda dos turistas por comprar lembranças de viagem. Peles atrativas de macacos e mãos de gorilas transformadas em cinzeiros são lembranças bem populares.
Primatas vivos são tirados da vida selvagem para satisfazer o comércio de animais de estimação ou fornecer animais para pesquisas científicas e farmacêuticas. Os bebês são capturados, depois das mães serem assassinadas, e são vendidos como animais de estimação ou para zoológicos e laboratórios de pesquisa.
No entanto, a destruição do seu hábitat seria a razão principal para o declínio das populações de primatas. Quase todos os macacos e símios são encontrados nos trópicos, a maioria em florestas tropicais ou florestas decíduas tropicais. Estima-se que a derrubada das árvores e o desmatamento para a agricultura destroem, a cada minuto, mais de 50 hectares desse hábitat. Um exemplo disso é o caso do macaco-prego. Esta espécie habita a região tropical da América e chegou a ser considerado completamente extinto, porém, foram encontrados alguns exemplares da espécie na
mata Atlântica, no ano de 2006. Recentemente, descobriu-se o primeiro macaco-prego nascido em cativeiro - batizada de Maria - teve sua mãe encontrada em cativeiro ilegal.

Fonte: BiouniversoDigit@l