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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Plantas Carnivoras ou melhor insectivoras



  • Plantas carnívoras
Muitas vezes crescemos acreditando que as plantas carnívoras são monstros aterrorizantes que devoram pessoas... Com certeza já assinstimos desenhos animados, nos quais elas engolem as pessoas com uma só bocada, e em seguida as digerem... Essas histórias fantásticas estimulam a curiosidade das pessoas que muitas vezes por falta de esclarecimento passam a pensar que esses seres são realmente monstruosos.
Para desmistificar tudo isso vamos conhecer um pouco sobre as plantas carnívoras, que óbviamente não são tão amedrontadoras como imaginamos.
As plantas carnívoras são fruto da evolução de certas espécies que buscaram uma forma de sobreviver em solos pobres em nutrientes. Essas plantas passaram a retirar do ambiente o complemento alimentar que a terra não lhes fornecia. Estima-se que as primeiras plantas carnívoras tenham habitado nosso planeta cerca de 6,5 milhões de anos atrás.
As espécies hoje existentes evoluíram das espécies ancestrais que aprisionavam parasitas como modo de defesa. Atualmente, as plantas carnívoras utilzam suas folhas modificadas para capturar principalmente pequenos insetos.
Atualmente, são conhecidas mais de 500 espécies de plantas carnívoras, espalhadas pelo mundo. No Brasil, existem mais de 80 espécies diferentes. Somos o segundo país do mundo a possuir mais espécies de carnívoras; o primeiro é a Austrália. Aqui, elas crescem principalmente nas serras e chapadas. Podem ser encontradas em quase todos os estados, sendo mais abundantes em Goiás, Minas Gerais e Bahia.
São habitantes de solos pobres em nutrientes orgânicos, com pH baixo (considerados solos ácidos), essas características encontram-se em alagados (brejos) ou solos pedregosos.
É comum encontrarmos na literatura o nome "insetívora" para estas plantas, mas muitos dos estudiosos sobre o assunto discordam e afirmam que tal termo não é correto. Insetos são o principal elemento de seu cardápio, mas a dieta das carnívoras pode ser bem variada, incluindo desde organismos aquáticos microscópicos, moluscos (lesmas e caramujos), artrópodes em geral como insetos, aranhas e centopéias e, ocasionalmente, pequenos vertebrados como sapos, pássaros e roedores.

Como as plantas carnívoras conseguem aprisionar suas presas?

Muitas espécies atraem suas presas da mesma forma que as flores atraem seus polinizadores: com formas, cores, substâncias químicas e odores. Outras se aproveitam dos padrões de luz ultravioleta de suas armadilhas para atrair insetos voadores.
Vamos conhecer alguns dos métodos utilizados pelas plantas carnívoras na captura de suas presas:
As armadilhas "jaula" são as mais famosas por ser a própria representação da ação carnívora por meio de vegetais. As folhas são divididas em duas partes, como se fosse uma boca, com gatilhos no interior. Ao ser tocado pelo inseto, o gatilho aciona um mecanismo que fecha as metades da folha em incríveis frações de segundo. Elas só voltam a se abrir após as enzimas terem digerido o animal. Essas enzimas proteolíticas são fracas e, por isso, inofensivas à pele humana e aos animais de médio e de grande porte. Esse tipo de armadilha é encontrado na Dionaea (dionéia) e Aldrovanda. A dionéia é a mais popular e ativa das plantas carnívoras; tem folhas de 8 a 16 centímetros. O inseto capturado é digerido pelas glândulas digestivas da folha da dionéia durante 5 a 15 dias.

As armadilhas de sucção são utilizadas por todas as espécies de Utricularia, pois elas vivem submersas em água doce ou brejos. Essas espécies possuem pequenas “bolsas” (utrículos), cada qual com uma minúscula entrada cercada por gatilhos que quando estimulados provocam a abertura dessa entrada. Em razão da diferença de pressão entre o interior e o exterior da 'bolsa' quando a entrada é repentinamente aberta, tudo ao redor é sugado para dentro, incluindo a presa que estimulou o gatilho.


Existem também armadilhas do tipo folhas colantes que são as mais simples e encontradas em algumas famílias sem parentesco próximo. Basicamente, são glândulas colantes espalhadas pelas folhas ou até pela planta toda. As presas são, na maioria das vezes, pequenos insetos voadores. Esse tipo de armadilha é encontrado em Byblis, Drosera, Drosophyllum, Ibicella e Triphyophyllum. Dentre estas, a Drosera apresenta movimento nas glândulas, às vezes na folha toda, enrolando-se sobre a presa para colocar mais superfície em contato com ela, de forma a ajudar a digestão e a subseqüente absorção. Com folhas de 2 a 35 centímetros, com longos pêlos glandulares, semelhantes a tentáculos que segregam líquido pegajoso, brilhante e com odor de néctar. Elas se curvam para prender os insetos e raramente reagem a um movimento que não seja o de uma presa em potencial. Quanto mais o inseto se debate, mais preso fica pelo líquido viscoso, que contém as enzimas digestivas. Os nutrientes do animal são absorvidos em cerca de 5 dias. Após isso, a folha se desenrola, pronta para nova captura.


Outras espécies apresentam ascídios que são folhas altamente especializadas, inchadas e ocas, que se parecem urnas ou jarras, com uma entrada no topo e um líquido digestivo no interior. Também podem estar presentes em algumas famílias sem parentesco próximo: Cephalotus, Darlingtonia, Heliamphora, Nepenthes, Sarracenia, etc. Capturam desde pequenos vertebrados até minúsculos invertebrados. As presas caem no líquido digestivo, ali se afogam e são digeridas. A Darlingtonia, por exemplo, é popularmente chamada de planta-jarra. As folhas, inicialmente delgadas, adquirem forma tubular. As maiores chegam até 90 centímetros de comprimento, assumindo finalmente o aspecto de jarra, com ápice alargado. A jarra é provida de nervuras vermelhas e funciona como armadilha. Os insetos caem no líquido que se acumula no interior da urna em função da cera adesiva que existe na parede interna da parte superior da jarra. Esta espécie é encontrada normalmente em barrancos úmidos e nas margens dos rios. Sua principal característica é o fato de usar bactérias para fazer a digestão dos insetos que aprisiona.




terça-feira, 14 de julho de 2009

Plantas carnivoras

As plantas carnivoras são plantas com habilidade de capturar animais e,através de enzimas digestivos,extrair compostos nitrogenados para seu propio aproveitamento. São normalmente habitantes de solos pobres e encharcados com pouca disponibilidade de nitratos (essenciais para a síntese de molecula de clorofila), dependendo assim do nitrogenio contido nas proteinas dos animais. Se tiver uma de estimação siga as seguintes estruçoes abaxo :
Solo: A planta carnívora deve ser plantada em solo com poucos nutrientes. O ideal é usar uma mistura de pó de xaxim com musgo sphagnum seco. Caso você não encontre o pó de xaxim poderá ser usada fibra de coco ,casca de pinus ou qualquer outro substrato para orquídeas. Se quiser você poderá plantar musgo sphagnum vivo em volta da planta para que este segure a umidade. O importante é nunca plantar em terra e nunca usar adubo.No caso da Pinguicula-Primuliflora, use apenas musgo sphagnum no vaso.
Água: As maiorias das plantas carnívoras gostam de muita água. Deixe um pratinho com água em baixo do vaso ou regue todos os dias. Durante o inverno elas poderão receber um pouco menos de água. Utilize água sem cloro (para remover o cloro da água basta deixá-la em repouso por 48H). Se no substrato da sua planta já tiver musgo não é necessário usar o pratinho de água, pois o musgo ira reter toda a água necessária.
Alimentação: As plantas carnívoras não se alimentam de carne ou de insetos mortos por inseticidas. Para a sua alimentação utilize sempre qualquer tipo de insetos vivos como: moscas, formigas, vespas, besouros, joaninhas... As vezes elas podem capturar vertebrados como: lagartixas, sapos, ratos e até passarinhos, mas isso acontece acidentalmente.O ideal é deixar a planta capturar sozinha o seu alimento, mas caso ela tenha dificuldade para capturar uma presa, você poderá dar uma ajudinha. Ao dar um inseto a planta procure deixá-lo meio atordoado (por exemplo poderá colocar o inseto na água por um tempo até ele ficar meio tonto) para que este não fuja. No caso da Dionaea Muscipula, nunca coloque insetos em todas as armadilhas ao mesmo tempo, no maximo deixe 2 armadilhas fazendo a digestão e as outras livres.
Armadilhas: Nunca brinque com as armadilhas. No caso da Dionaea a planta poderá morrer se a sua armadilha for disparada varias vezes sem ter nada dentro. No caso das Droseras a planta também poderá morrer se as gotas pegajosas forem removidas.No caso das plantas que tem jarros, nunca coloque água dentro deles, as únicas exceções são a S. Psitaciana, S. Purpurea, Heliampora e outras plantas que precisam da água da chuva para prenderem as suas presas.Depois de um tempo as armadilhas começam a ficar com manchas escuras e morrem, isto é normal, quando acontecer, corte a folha ou armadilha escura para dar lugar as novas.
Sol: As plantas carnívoras gostam de sol. Deixe a planta tomar sol o dia todo, assim ela ficará cada vez mais forte. No começo coloque a planta gradualmente no sol até ela acostumar com o novo ambiente. Poderá também ser usada uma lâmpada de 15w para substituir o sol. É importante mencionar que elas não suportam sol muito forte, caso o sol seja muito forte use algum tipo de protetor (pode ser tela ou um plástico para reduzir a intensidade do sol).
Local Ideal: Existem 3 requisitos para um local ideal para a suas plantas:1 - Deve ser um lugar que bata sol.2 - Que tenha umidade.3 - Que não tenha muito vento. Um lugar que costuma ter estas 3 coisas em todas as casas é na parte de dentro de uma janela.Caso deseje fazer uma pequena estufa, os resultados serão melhores ainda, é só montar uma caixa com armação de madeira de um tamanho que caiba a sua planta dentro. Depois é só revestir a parte de cima com plástico transparente e deixar no sol.
Inverno: Durante o inverno as plantas costumam ter uma dormência natural. As plantas crescem mais devagar, algumas perdem até mesmo as folhas e as armadilhas, mas não se preocupe este é um processo natural e após o inverno elas voltam a crescer sempre maiores e mais fortes. Durante a dormência de um pouco menos de água. Não é possível fazer nada para evitar esta dormência., o melhor é esperar pacientemente a primavera chegar.
Pragas: Pode parecer estranho mais as plantas carnívoras também podem ser atacadas por pragas como pulgões e alguns bichinhos que nascem no substrato. Estes podem ser removidos manualmente, com remédios ou deixando a planta submersa em água por 45 minutos.
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